quarta-feira, 27 de outubro de 2021

RARIDADE: PRIMEIRO LIVRO SOBRE A HECATOMBE DE GARANHUNS SERÁ REEDITADO 100 ANOS DEPOIS

 

Por Junior Almeida

 

Prestes a completar 105 anos, em janeiro próximo, a trágica chacina que colocou a Suíça Pernambucana nas páginas dos jornais de todo país, e que ficou conhecida como a Hecatombe de Garanhuns, ganha agora mais um reforço em sua funesta, porém, importantíssima e  intrigante história.

 

Acontece que depois dos livros de Mário Márcio e de Alfredo Cavalcante, de 1962, em que o episódio é discorrido e, até então se achava que fossem os pioneiros do tema, eis que “surgiu” agora um livreiro cearense com a primeira obra sobre a Hecatombe de Garanhuns. Trata-se de O Sertão, a Política e os Cangaceiros, de um autor que se identifica como G. Pinto, livro esse, editado no Rio de Janeiro, em 1921, portanto, exatos 100 anos atrás.

 

A obra rara foi comprada em um site de leilões, por uma quantia não revelada, mas, segundo o referido livreiro, a obra lhe custou um valor considerável. Ele nos revelou também que “o livro vai ser reeditado, que já está sendo digitado, mantendo a linguagem da época e, que em seguida vai ser diagramado e impresso”.  

 

A obra, a qual tivemos acesso, é romanceada e, nomes foram trocados, como por exemplo, o de Júlio Brasileiro, que no livro é “Julião”, o que é totalmente compreensível,  tendo em vista que o livro foi publicado apenas quatro anos depois do sangrento episódio e, escrito, muito  provavelmente, antes de 1921, quase em tempo real aos fatos da cadeia pública de Garanhuns, então, nada mais natural que a prudência.

 

Professor Cláudio Gonçalves, autor de dois livros sobre o episódio, dentre eles A Cobertura Jornalística da Hecatombe de Garanhuns de 1917, de 2017, obra mais completa sobre o tema, foi procurado pelo dono da preciosidade literária e histórica e, foi convidado por ele para prefaciar a reedição do livro. Cláudio, que já leu a raridade, disse que “mesmo o livro tendo os nomes dos seus personagens mudados, quem conhece a história, sabe perfeitamente quem é quem no triste enredo”.

 

A obra nos traz visões diferentes de determinados personagens e fatos que só quem acompanhou de perto a tragédia poderia saber. Achamos que “G. Pinto” é um pseudônimo usado por alguém que quis se proteger, mas ainda precisamos ter certeza disso. Complementou Professor Cláudio. 

 

O livro, que depois de reeditado vai ser lançado em Garanhuns, em data e local ainda não definidos, pode contribuir, e muito, com os historiadores que buscam compreender melhor todo contexto que desencadearam os tristes fatos de janeiro de 1917. Vamos aguardar.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

LIVRO NOVO NA PRAÇA: FILHOS DE PARANATAMA PUBLICAM OBRA VOLTADA AO PÚBLICO INFANTIL

 

Por Junior Almeida

 

Dois moradores de Paranatama, antigo distrito de Garanhuns, quando ainda tinha o nome de Serrinha do Catimbau, Roberto Brito, funcionário aposentado pelos Correios e, a atual gestora do Colégio Dom Vital, da rede municipal daquele município, Maria Rodrigues, resolveram unir seus conhecimentos e gosto pela literatura e publicaram o livro Memórias do Jacarandá, obra esta, voltada ao público infantil.

 

Conversando com Brito, esse nos revelou que é seu intuito, bem como o da sua colega Maria Rodrigues, fazer com que o livro, que é filho primogênito do antigo distrito de Garanhuns, voe alto, que chegue o mais longe possível da sua querida terra. “Começaremos com os alunos do município, depois, quem sabe, se o primeiro livro escrito por filhos de Paranatama, não estará em todo Brasil?”, disse-nos o autor.

 

Para marcar o nascimento da tão esperada obra, uma roda de conversa acontecerá na sexta-feira, dia cinco de novembro, a partir das 14 horas, na Casa da Cultura de Paranatama, com a participação de professores, intelectuais e outras pessoas do município ligados à cultura. Roberto Brito acredita que dado esse primeiro passo, de filhos da terra publicar um livro, outros virão, pois em todo município, existem muitas pessoas com enorme potencial para isso.

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

ESTUDANTES DA BAHIA PESQUISAM IMPACTOS AMBIENTAIS EM PARQUES EÓLICOS DE CAETÉS

 

Sob orientação do professor Bruno Barreiros, estudantes da Universidade Federal da Bahia - UFBA, dentre as quais a aluna Luana Melo, que entrou em contato com algumas pessoas da região, estão pesquisando os parques eólicos do município de Caetés. Em contato conosco, a discente enviou o seguinte texto:

 

       Olá, Somos estudantes do curso de Ciências Sociais da        Universidade Federal da Bahia e estamos conduzindo a seguinte pesquisa “Impactos socioambientais causados pela implantação de complexos eólicos no município de Caetés”, orientada pelo professor Bruno Barreiros e vinculada à matéria FCHE96 - Metodologia Quantitativa. Com o objetivo de identificar os principais impactos socioambientais na região de influência dos complexos eólicos de Caetés.

 

       Para conseguirmos analisar os dados coletados e chegarmos a resultados relevantes, precisamos muito da sua colaboração. Você pode ajudar respondendo o questionário (aqui), e se possível, compartilhando esse formulário, com o máximo de habitantes possíveis, através de grupos do Facebook, e-mail, WhatsApp.

 

       O resultado da pesquisa será divulgado com os respondentes que se interessarem. Esse tipo de pesquisa social colabora na medida em que analisam a maneira que os parques eólicos estão influenciando na dinâmica da    cidade e na vida cotidiana de seus habitantes. É muito importante que os moradores do município participem. Desde já agradecemos!!

 

*Foto: torre eólica de Caetés.